23/11/2007

Sexualidade Um Dom De Deus – Noções De Educação Sexual

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Deus nunca prometeu um prêmio para a ignorância, e isso inclui a ignorância no que diz respeito à nossa vida sexual. O que Deus declara é: “O meu povo está sendo destruído porque lhe falta conhecimento” (Os. 4, 6) Isto se aplica em todas as áreas de nossa vida, não só na espiritual. 

Milhares de pessoas se acomodam a uma vivência de qualidade inferior, por desconhecerem plenamente a estrutura dos órgãos reprodutores e suas funções, e por nem desejarem conhece-los. 

O desenvolvimento harmônico da personalidade humana revela progressivamente no homem a imagem de filho de DEUS . 
“A verdadeira educação pretende a formação da pessoa humana em ordem ao seu fim último”.

Ao falar sobre educação cristã, o CONCÍLIO VATICANO II sublinhou a necessidade de oferecer – “uma positiva e prudente educação sexual”- aos adolescentes e aos jovens. 

E porque não aos adultos também ? 
A sexualidade caracteriza o homem e a mulher não só no campo físico, mas também no psicológico e no espiritual, marcando toda sua expressão. A genitalidade orientada para a procriação, é a expressão máxima no plano físico, da comunhão de amor dos cônjuges. 

Fora deste contexto – realidade que o cristão vive sustentado e enriquecido de maneira particular pela graça de Deus – ela perde o seu sentido, dá lugar ao EGOÍSMO e é uma desordem moral. (Familiares Consortio, 37)

Todas pessoas precisam, principalmente os jovens, serem informados de que o sexo é sagrado, e que é uma experiência que Deus reservou para o casamento. 

Os filhos não vêm como único objetivo de mera união de homem e mulher, mas para consolidar a eficácia da vontade de Deus. 
As relações sexuais que homem e mulher casados mantém ou manterão entre si com o propósito de ter descendência nada têm de vergonhoso.

Mas quando homem e mulher vão além deste propósito necessário, não obedecem a lei da razão, mas aos estímulos da concupiscência.

A melhor ocasião de se efetuar um estudo profundo sobre sexo é pouco antes do casamento (curso de noivos) e isto se faz necessário, pois ignorando o assunto, há homens de tal modo dominados pela sexualidade desvirtuada que, não se abstêm de aproximar-se de suas esposas nem mesmo quando encontram-se menstruadas.

É importante salientar que quando homens e mulheres realizam a sexualidade sem moderação, castidade e vergonha, esta se torna vicio e abuso, que não provém do matrimônio, mas do pecado que habita no coração do homem. 

O matrimônio é um bem, que preserva os casados do adultério e da fornicação, embora os costumes depravados forcem as pessoas a tais abusos.

A verdade sobre o assunto não é tão complicada assim.
Todas essas informações são analisadas pelo prisma do objetivo do casamento – concepção, prazer e comunicação – fatalmente iremos concluir que Deus formou o homem de modo maravilhoso. 

Não é de admirar que o salmista tenha exclamado: “Sede bendito por me haverdes feito de modo maravilhoso…” ( Sl 138,14) O desconhecimento do plano de Deus na vida do homem e da mulher, pode levá-los à atitudes que se tornarão aberrações.

 

SEXO É PECADO?

Encontramos na sociedade dois grupos opostos sobre esta questão:

a) os que se consideram defensores da tradição e dos bons costumes Para defender a idéia de que SEXO é pecado, eles. costumam lembrar a sorte de Sodoma e Gomorra (Gen. 19,1-26) duas cidades que por Deus foram destruidas por causa de suas perversões, especialmente o homossexualismo.

b) outros que, em nome da revolução sexual em andamento, isto é, para serem modernas, defendem que o sexo não têm nada a ver com pecado; é correta a liberdade sexual sem restrições.

 

É evidente que devemos evitar as duas concepções extremas, adotando o meio termo. Devemos condenar abertamente a liberdade sexual sem restrições. 
Por outro lado não pode estar correta a opinião que o sexo em si seja algo pouco digno. Pois não foi o diabo e sim Deus quem fez os dois sexos. ( Gen. 1, 27-28,31; 2, 25). 

 

HOMOSSEXUALISMO

Uma problemática particular, que se pode manifestar no processo de maturação-identificação sexual, é a da homossexualidade, que, aliás, se difunde cada vez mais nas culturas urbanas. 

É necessário que este fenômeno seja apresentado com equilíbrio, de juízo, 1à luz dos documentos da Igreja. Os jovens precisam ser ajudados a distinguir os conceitos de normalidade e de anomalia, de culpa subjetiva e de desordem objetiva, evitando induzir hostilidade e, por outro lado, esclarecendo bem a orientação estrutural e complementar da sexualidade em relação à realidade do matrimônio, da procriação e da castidade cristã. A homossexualidade designa as relações entre homens e mulheres que experimentam uma atração sexual exclusiva ou predominante para com as pessoas do mesmo sexo. 

Reveste formar muito variadas, através do séculos e das diferentes culturas. As pessoas homossexuais devem ser acolhidas com respeito, compaixão e delicadeza, evitando em relação a elas qualquer sinal de discriminação injusta. Essas pessoas são chamadas a realizar, na sua vida, a vontade de Deus e, se são cristãs, a unir ao sacrifício da Cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar devido à sua condição. 

As pessoas homossexuais também são chamadas à castidade. (CIC 2357-2359)

“A homossexualidade designa as relações entre homens e mulheres que sentem atração sexual, exclusiva ou predominante por pessoa do mesmo sexo. A homossexualidade se reveste de formas muito variáveis aos longo dos séculos e das culturas.(..)

Apoiada na Sagrada Escritura que apresenta a homossexualidade como depravação grave, a tradição sempre declarou que “os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados. São contrários a lei natural. Fecham o ato sexual ao Dom da vida.

Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. 

Em caso algum podem ser aprovados. As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes do autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã” (CIC 2358-2359)

De todos desvios, o mais freqüente é o homossexualismo, fenômeno que hoje preocupa médicos e psicólogos por suas proporções quase epidêmicas. Quanto às suas causas, ainda não se chegou a um consenso. 

Uns tentam explica-lo por um problema de natureza constitucional, cromossônica, (unidade fisiológica- visível ou não) enquanto para outros, isto ocorre por interferência glandular. 

Uma terceira teoria denomina-se psicogênica: o homossexualismo surgiria de condicionamentos culturais, de vivências pessoais, especialmente da infância. 

A preferência por conviver com pessoas do mesmo sexo é comum a todos os indivíduos na faixa dos 9 aos 12 anos, mais ou menos.  Neste período os meninos preferem estar com os meninos, aos quais escolhem para brincar. Da mesma forma as meninas. Numa segunda etapa o menino descobre a afetividade carinhosa da menina, por quem se sente fascinado, e a menina por sua vez, percebe-se atraída pela força e coragem do garoto. 

As causas do homossexualismo são múltiplas, mas quase todas pesquisas concordam que tem origem psíquica, devido a interferência de ambiente familiar no desenvolvimento psicossexual da pessoa. Isto se refere, por exemplo, no caso do homossexualismo masculino, a uma crise de relacionamento entre filho e pais, numa família onde domina uma mãe ou então um pai demasiadamente ditador, que é visto pelo filho como repressivo e castrador, ausente ou fraco, desligado de tudo. 

Podemos citar uma série de situações do comportamento homossexual, sem no entanto esgotar o assunto ou querer defini-lo: 

- O menino cresceu ouvindo a mãe dizer
“cobras e lagartos” contra a moça que um dia viesse “roubar” o filho. E ele para não fazer a mãe sofrer foi privando-se de suas atitudes masculinas;

- A menina cresceu convivendo exclusivamente com mulheres, e o menino exclusivamente com homens. Seu cérebro vai reter o estilo sexual masculino ou feminino, conforme as circunstâncias que o rodeiam, durante o 
crescimento.

- O menino, cujo pai o mantém numa submissão tal que não lhe permite manifestação de atitudes em casa.

- Pais não diferenciados sexualmente perante os filhos: “lá em casa ninguém sabe quem é o homem e quem é a mulher”.

- O menino que achou mais fácil identificar-se com a mãe, já que era impossível identificar-se com a figura paterna.

- A mãe que desejava “filha” e veio “filho”. Este filho passou a ser tratado como se fosse “filha”. Roupas, calçados, cabelos, depois comportamento.

- O adolescente que é sucessivamente repelido pelas garotas, pode resvalar para o homossexualismo.

- Há também o homossexual produzido por brinquedos. Como todo condicionamento, o brinquedo insufla uma linha, um estilo de atitudes, de gestos, de sentimentos. Brincar com bonecas condiciona atitudes femininas no 
menino.

- Há também a tendência homossexual influenciada por uma natureza sensível, delicada, superprotegida por uma mãe super carinhosa e superpreocupada, que educa o menino como se fosse menina.

- Pais maniqueístas que conseguem inocular no filho o pavor da atividade sexual natural, mas não impedem que o instinto faça brecha na satisfação clandestina, que pode ser invertida.

- Pais que caçoam dos “amores” dos adolescentes, que os ridicularizam.

- Mães infelizes, desejando preservar filhos e filhas do “desastre” da vinculação com o sexo oposto, podem condicionar à satisfação com o mesmo sexo.

- Mães dominadoras e esposas despóticas (opressora, dominadora, tirana, arbitrária) podem gerar nos filhos um medo inconsciente do casamento e do domínio da mulher.

- Meninas que vêem revistas de mulheres nuas podem passar a ter desejo por mulheres.

- O filho que nota a preferência dada à irmã, tenta imitá-la nos gestos e nas atitudes, para se firmar diante dos pais. E, sem- perceber, termina diluindo a masculinidade.

- A cultura de uma sociedade hedonística e afrodisíaca, pode levar à busca de sensações sempre novas, experiências diferentes, novidades vivenciáveis. 

 

É bom que se diga também, que muitas atitudes nem sempre se tratam de homossexualidade propriamente dita, mas de atitudes e aparência homossexual, quando as características do outro sexo se evidenciam de maneira muito saliente. 

A cura da homossexualidade depende do desejo de se libertar, da duração do hábito, do grau de homossexualismo, da idade, da estrutura de sua personalidade, das vivências anteriores e dos recursos empregados. 

Quando, porém, não se quer mudar, torna-se praticamente impossível a recuperação. Daí a necessidade de tentativa de mudança de atitude como condição para a cura. 

Deus, que nos ama acima de tudo, seja sempre nossa força em Jesus Cristo, Senhor e Rei, para a vitória sobre todas causas que nos impedem da felicidade para qual fomos criados. 

A Sagrada Escritura condena as relações homossexuais como depravadas, reprováveis aos olhos de Deus. 

Na verdade, tais relações acarretavam pena de morte em Israel: (Levítico 18,22; 20-13 / Deuteronômio 23, 18; / Romanos 1, 26-27 / I Cor. 6,9/ I Tim. 1,10).

 

CAMINHOS PARA A CURA PARA O HOMOSSEXUALISMO

Existe cura e libertação para o homossexualismo? 

- Se a pessoa procurar a cura, poderá ser curada. 

Há uma passagem bíblica extremamente encorajadora para todo aquele que está em situação de pecado: “Para os homens é impossível; contudo não para Deus, porque para Deus tudo é possível”. (Mc. 10,27)

Podemos citar alguns caminhos, que levarão a libertação e cura:

- Aceitar Jesus Cristo como Senhor e Salvador de sua vida.

- Considerar o homossexualismo ou lesbianismo como pecado. (Rm. 1,26,27,32)

- Confessar o ato como sendo pecado. (I Jo.1,9)

- Pedir a Deus que destrua o hábito em sua vida. (I Jo.5, 14-15)

- Andar no Espírito pela leitura da Palavra de Deus, e submeter-se aos seus ensinamentos. (Gl.5,16-25; Ef 5,17-21; Cl 3, 15-17)

- Evitar lugares que incentivem a pratica deste vicio e pecado.

- Evitar contatos com outros homossexuais.

- Cultivar pensamentos puros, não permitindo-se mentalizar um comportamento imoral. (Fl.4,8)

- Procurar fazer amizade com pessoas que possam ajudar com sinceridade na caminhada libertadora.

- Manter-se sempre em alerta, pela vida diária de oração.

- Psicoterapia com profissionais cristãos.

 




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