23/11/2007
Sexualidade Um Dom De Deus – Homens e Mulheres
|
|
Para que o crescimento da espécie humana se processe espontaneamente no tempo e no espaço, Deus nos criou sexualmente diferenciados em homens e mulheres.
Somos dotados, de um forte impulso mútuo que faz com que cada um se sinta atraído para o outro de sexo oposto, (cf. Gn. 3, 16) e saiba instintivamente como “relacionar-se”.
Assim, cada um nasce destinado ao OUTRO.
O homem à mulher e a mulher ao homem.
A humanidade toda se compõe de homens e mulheres se procurando, se precisando, se querendo um desejando o outro para se comunicar e, dotados de genitais específicos, para se complementarem mutuamente.
Esta atração faz parte da nossa sexualidade.
A palavra SEXO – que só aparece como substantivo pela primeira vez no século XII -, origina-se do verbo latino secare , cortar.
Sexo então significa: seccionado, cortado, dividido. Sexualidade, pois, é a força de atração que chama à união aquilo que foi cortado pelo meio, numa busca da primitiva unidade.
Quando Deus disse “Não é bom que o homem esteja só” (Gn. 2,18) criou-lhe uma admirável companheira.
Não criou outro homem, mas uma mulher.
Um homem só poderia implementa-lo, não complementá-lo. Um homem não iria tirá-lo da solidão existencial. Só o feminino arranca o masculino da solidão e vice e versa.
Um é a maior força e-ducativa (do latim e-educere, que significa tirar para fora) do outro.
Sem essa e-ducação temos a in-ducação o fechamento em si, o egoísmo, a solidão machista ou feminista, enfim, o inferno.
Diz a Igreja no Novo Catecismo: “A sexualidade torna-se pessoal e verdadeiramente humana quando integrada na relação de pessoa a pessoa, no Dom mútuo, por inteiro e temporalmente ilimitado, do homem e da mulher” ( CIC 2337)
Esta busca de complementação do homem e da mulher se expressa também geneticamente, quando começarem a funcionar as glândulas genitais.
Contrariamente ao que acontece com os demais órgãos do corpo, essas glândulas só produzem células que, ao amadurecerem, se transformam em meias-células necessitadas uma da outra para se completarem.
A atração mútua dos sexos tem, portanto, sua raiz mais profunda neste substrato biológico: as nossas próprias células sexuais se procuram.
Nascemos como corpos sexuados, mas a sexualidade não se apresenta pronta desde o nascimento.
São necessários anos até que ela chegue a desabrochar, influenciar e afetar cada ato de nossa vida e formar o cerne de cada uma de nossas respostas vitais, porque a sexualidade é a nossa maneira de ser no mundo, de relacionar-nos com o mundo como pessoas masculinas e femininas.
Quando casados, homens e mulheres estão obrigados a cumprir fielmente seus deveres conjugais com recíproca doação quanto ao sexo, não só com o objetivo de criar filhos, (que neste mundo aparenta ser a razão primeira) mas também como complementação de vida (o que evita contrair , outros vínculos ilícitos)
O amor, sela e sustenta o laço matrimonial.
Pedro conclama os maridos a viverem “a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, por isso que sois juntamente herdeiros da mesma graça da vida” (I Pe.3,7).
A Bíblia diz que Homem e Mulher são iguais como pessoas diante de Deus, visto que ambos foram feitos à Imagem de Deus (Gn. 1,27).
Ambos podem ser salvos de seus pecados mediante Jesus (Gal. 3,28; Col. 3,10-11) Juntos recebem os dons e as bênçãos de Deus para o casamento (Rom.4,18-21; Heb.11,11; I Pe. 3,5-7).
A união sexual consuma o casamento na base de uma entrega matrimonial mútua.
A expressão “coabitou o homem com Eva” ou “conheceu Adão a Eva” (Gen. 4, 1. 25) é o modo direto de a Bíblia referir-se ao intercurso sexual. Mas a Palavra de Deus trata este ato com dignidade, chamando-o digno de honra e sem mácula (Heb. 13,4).
“Quando o amor é vivido no matrimônio, ele compreende e ultrapassa a amizade e realiza-se entre um homem e uma mulher que se dão na totalidade, respectivamente segundo a própria masculinidade e feminilidade, fundando com o pacto conjugal, aquela comunhão de pessoas na qual Deus quis que fosse concebida, nascesse e se desenvolvesse a vida humana.
A este amor conjugal e somente a este, pertence a doação sexual, que se realiza de maneira verdadeiramente humana, somente se é parte integral do amor com o qual homem e mulher se empenham totalmente um para com o outro até a morte”
(Familiares Consortio,11)
As Escrituras exigem do povo de Deus que conserve puras as suas relações sexuais.
Não devem usar do sexo para dar vazão a paixões lascivas, como o fazem os ímpios (I Tes. 4,3-7). A Bíblia recomenda ao homem casado, deleitar-se na esposa de sua mocidade todos os dias de sua vida (Eclesiastes 9,9).
Ele deve embriagar-se “sempre com suas carícias”. (Prov.5,15-19)
Embora Deus tenha ordenado o casamento como uma relação Sagrada entre HOMEM e MULHER, logo ele foi corrompido quando alguns homens tomaram duas esposas. (Gen. 4, 19)
A relação sexual que Deus tinha em mente era a monogamia – um homem e uma mulher, (Mt 19, 3-9) mas devido às más paixões a lei de Deus precisou proibir pecados sexuais específicos. (Lev.18,1-30; 20,10-24; Deut. 27, 20-23)
Mesmo assim alguns homens, desavergonhadamente, buscaram prostitutas conforme vemos em Gen. 38,15-23.
A imoralidade sexual entre HOMEM e MULHER, encabeça diversas listas de pecados citadas na Bíblia: (Mc.7,21; Rom.1, 24-27; ICor. 6,9; Gal. 5,19; Ef. 5,3)
Todo pecado sexual desfigura a imagem de Deus no homem.
O relacionamento sexual, dentro do matrimônio é algo prazeroso e desejado por Deus, assim ensinar homem e mulher a viverem a sexualidade como bênção de Deus, é obrigação de todos nós.

