03/11/2009
Revista – Edição Nº 286
O grito de uma alma ferida!
No mundo em que vivemos ouvimos e vemos pessoas que sofrem por não terem somente sua aparência física ferida, como também sua dignidade, afetividade, sexualidade, enfim seu Ser totalmente dilacerado e enfermo devido a situações que viveram ou vivem.
Devido ao corre do dia a dia, as preocupações exageradas, a ganância, o poder, o aumento da competição, a necessidade de procurar conhecimento novo a cada dia primeiro do que os outros, o sedentarismo, a obesidade, a preocupação exagerada com o físico, ou o seu descuido, a desvalorização da família, a perda da moral e costumes, as liberalidades, tem tornado a criatura criada à imagem e semelhança de Deus, totalmente deformada e longe de ser o que realmente é.
Podemos entender então que tudo quanto descrevemos acima se houvesse sido criado por Deus haveria uma total e radical forma da ação destas coisas na vida do homem, que não se traduzisse em doenças, como ansiedade, depressão, tristeza, fuga da realidade e outras doenças que são oriundas da somatização de perdas, disputas, porfias, não só no mundo secular e com uma ênfase muito mais grave quando ocorre dentro da Igreja, pois ai mesmo é que não deveriam ocorrer tais fatos.
Contudo, devemos entender que essas coisas das quais usufruímos tem a permissão de Deus e não devemos desprezá-las, porém o adversário de nossas almas as utiliza como ferramenta de escravidão, criando com elas, correntes que amarram nossa vida e transforma todo o bem que possa existir nelas em objeto ou de adoração, de exploração, ou de escravidão. Assim como o joio (semente ruim- pecado) foi lançado no meio da plantação de trigo (semente boa- ser humano), estes males todos os dias batem as nossas portas para tirar-nos da graça de Deus, e nos tornar pessoas vazias, suscetíveis a todo mal, porém cabe a cada um de nós confiarmos de que somente Deus pode nos dar vida plena para que a nossa alma e todo nosso ser possa dizer mesmo enfermo sou guerreiro, ( Joel 4,10) “e mesmo que o homem exterior esteja desconjuntado, o nosso interior se renova a cada dia”. ( II Cor 4, 16).
Confiante na misericórdia divina, vivamos e levemos esta esperança as almas que sofrem por não saberem como sair da situação de enfermidade e dor..
Anice de Cássia Nogueira
Co-Fundadora da Comunidade Anuncia-Me
