23/03/2009

Reconhecer em Deus a fonte da vida, convida cardeal

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Reconhecer em Deus a fonte da vida, convida cardeal
Dom José Policarpo, na catequese do 4.º Domingo da Quaresma

O cardeal-patriarca de Lisboa convidou neste domingo os católicos a reconhecer em Deus a fonte da vida e seguir os caminhos que Ele indica em Sua Palavra, para vencer o pecado e a morte.

Dom José Policarpo ministrou a catequese no 4.º Domingo da Quaresma, na Sé Patriarcal, aprofundando a relação da Palavra de Deus com a vida.

«O primeiro dado que a experiência nos comunica é que a vida tem uma fonte. Só um ser vivo comunica a vida. Esta recebe-se sempre de alguém que a comunica, que a partilha.»

«Ninguém vive a partir de si mesmo e só para si mesmo. E a natureza também nos ensina que o processo dessa comunicação é a mais bela e intensa expressão da própria vida», afirmou.

De acordo com o cardeal, a «primeira verdade que a Palavra nos transmite é que Deus é a origem da vida: Ele é vivo e é a fonte da vida. Isto diz-nos que acreditar em Deus e viver relação confiante com Ele é elemento decisivo para a sua compreensão».

«Se só um ser vivo transmite a vida, só Deus resolve o enigma fundamental da origem primeira da vida. Se esta procede d’Ele, Deus é a fonte da sua grandeza e da sua dignidade.»

Tendo consciência de que recebeu de Deus a vida –prossegue Dom José–, «o homem só a pode viver num contato contínuo com a sua fonte, percorrendo os caminhos que Deus lhe comunica pela Sua Palavra».

«Reconhecer a sua fonte é procurar que a vida em nós tenha a mesma pureza e autenticidade que tem em Deus, embora não a partilhemos ainda em plenitude.»

«Depois devemos seguir, com docilidade e obediência, os caminhos que Deus nos indica pela Sua Palavra; devemos partilhar a vida, porque na sua fonte divina ela é dom e partilha. Para nós cristãos, viver na fidelidade é sermos fiéis a Jesus Cristo», afirmou.

Ao falar sobre as realidades do pecado e da morte, o patriarca destacou que todo o cristão pode vencê-las, «vivendo em Cristo».

«Isso não significa que deixe de morrer, mas a sua morte pode tornar-se expressão e passagem decisiva para outros horizontes de vida. E esta é a nova situação do homem perante a vida e perante a morte. Quem não venceu o pecado, não vence a morte.»

«Viver a nossa morte unidos à morte de Cristo permite-nos dar-lhe sentido, o mesmo da Sua morte: redenção do homem, a nossa redenção, esperança da ressurreição. Morrer assim é experimentar a síntese entre o batismo, a Eucaristia e a morte. A nossa redenção consiste nisso: abrir-se definitivamente à vida em Deus.»

O purpurado enfatizou que «é em Deus que a nossa vida adquire a dimensão da eternidade. Só vivendo com Deus e como Deus, abriremos o nosso horizonte de vida à plenitude da eternidade».

Fonte: Zenit




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