15/05/2009
Porque alguns Padres e leigos não aceitam os Carismas?
PORQUE MUITOS
NÃO ACEITAM OS CARISMAS?
Ao receber representantes da Comunidade da Renovação Carismática Católica, o Papa mostrou a necessidade de acolher com gratidão os carismas ou dons do Espírito Santo, lembrando, ao mesmo tempo, a importância de um discernimento prudente e sábio por parte da autoridade eclesiástica. Disse o Santo Padre: “Como já tive a ocasião de afirmar noutras circunstâncias, os Movimentos eclesiais e as Novas Comunidades, que floresceram depois do Concílio Vaticano II, constituem um singular dom do Senhor e um recurso precioso para a vida da Igreja. Eles devem ser acolhidos com confiança e valorizados nas suas diversas contribuições, para os colocar com confiança ao serviço da utilidade comum de modo ordenado e fecundo.De grande interesse é também a vossa atual reflexão sobre a centralidade de Cristo na pregação, assim como sobre a importância dos Carismas na vida da Igreja particular, com referência à teologia paulina, ao Novo Testamento e à experiência da Renovação Carismática. O que aprendemos do Novo Testamento sobre os carismas, que surgiram como sinais visíveis da vinda do Espírito Santo, não é um acontecimento histórico do passado, mas realidade sempre viva: é o mesmo Espírito divino, alma da Igreja, que age nela em cada época, e estas suas intervenções misteriosas e eficazes manifestam-se neste nosso tempo de modo providencial. Os Movimentos e as Novas Comunidades são como irrupções do Espírito Santo na Igreja e na sociedade contemporânea. Então podemos dizer que um dos elementos e dos aspectos positivos das Comunidades da Renovação Carismática Católica é precisamente a importância que revestem nelas os carismas ou dons do Espírito Santo, e é seu mérito ter evocado na Igreja a atualidade. O Concílio Vaticano II, em diversos documentos, faz referência aos Movimentos e às novas Comunidades eclesiais, sobretudo na Constituição Dogmática Lumen Gentium, onde lemos: “Os carismas extraordinários, ou também os mais simples e mais comuns, dado que são, sobretudo, apropriados e úteis para as necessidades da Igreja, devem ser acolhidos com gratidão e consolação” (n. 12). Em seguida, também o Catecismo da Igreja Católica ressaltou o valor e a importância dos novos carismas na Igreja, cuja autenticidade é, contudo, garantida pela disponibilidade a submeter-se ao discernimento da autoridade eclesiástica (cf. n. 2003). Precisamente porque assistimos a um prometedor florescimento de movimentos e comunidades eclesiais, é importante que os Pastores exerçam em relação a eles um discernimento prudente e sábio. Faço votos de coração para que seja intensificado o diálogo entre Pastores e Movimentos eclesiásticos a todos os níveis: nas paróquias, nas dioceses e com a Sé Apostólica.
Papa Bento XVI
(Excerto do discurso aos representantes da Comunidade da Renovação Carismática Católica, 31/10/2008)

