16/06/2009
Papa promove nova visão da economia moderna
Papa promove nova visão da economia moderna
Sem orientação ao bem comum, não há paz nem progresso, afirma
A economia de mercado é um caminho de progresso somente quando está orientada ao bem comum, afirmou o Papa neste sábado.
Bento XVI apontou possíveis déficits do sistema de livre comércio ao receber em audiência os membros da Fundação Centesimus Annus Pro Pontifice.
Em seu discurso, o Santo Padre convidou a repensar os modelos econômicos predominantes.
“A crise financeira e econômica que atingiu os países industrializados, os emergentes e os que estão em vias de desenvolvimento demonstra que há que repensar alguns paradigmas econômico-financeiros dominantes nos últimos anos”, disse.
A Centesimus Annus foi fundada por João Paulo II em 1993 como uma organização de leigos que ajuda a promover a doutrina social da Igreja nos setores profissionais e de negócios.
A Fundação realizou, na sexta-feira passada, em Roma, sua reunião internacional anual.
O Papa elogiou que a Fundação tenha analisado em sua reunião a “interdependência entre instituições, sociedade e mercado”, baseando-se na encíclica Centesimus Annus de João Paulo II.
Bento XVI a citou ao afirmar que “a economia de mercado, entendida como um sistema econômico que reconhece o papel fundamental e positivo da empresa, do mercado, da propriedade privada e da consequente responsabilidade pelos meios de produção, da livre criatividade humana no setor da economia, pode ser reconhecida como um caminho de progresso econômico e civil apenas se estiver orientada para o bem comum”.
O Papa acrescentou, citando seu predecessor, que esta visão deve estar acompanhada pela ideia de que a liberdade no setor econômico deve enquadrar-se em um “num sólido contexto jurídico que a coloque ao serviço da liberdade humana integral”
Um a liberdade responsável, acrescentou, cujo núcleo é “ético e religioso”.
Também recordou que a encíclica de 1991 afirma oportunamente que “tal como a pessoa se realiza plenamente na livre doação de si própria, assim a propriedade se justifica moralmente na criação, em moldes e tempos devidos, de ocasiões de trabalho e crescimento humano para todos”.
Neste contexto, Bento XVI destacou sua esperança em que a Fundação Centesimus Annus seja capaz de “elaborar visão da economia moderna respeitosa das necessidades e dos direitos dos frágeis”.
fonte:Zenit

