27/02/2008

Olhar do discípulo é uma saída para crise vivida hoje, diz arcebispo

Alterar tamanho

Segundo Dom Walmor Oliveira de Azevedo, esse olhar é uma questão de princípios

Por Alexandre Ribeiro

BELO HORIZONTE, quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- O olhar do discípulo fixo no seu Senhor e pautado, portanto, por princípios é uma saída para a crise vivida hoje, afirma o arcebispo de Belo Horizonte (Brasil).

Segundo Dom Walmor Oliveira de Azevedo explica em artigo enviado a Zenit essa segunda-feira, hoje se vive um tempo de perda de princípios.

«A perda de princípios que devem se configurar como critérios e parâmetros de leitura da realidade, avaliação de situações e emissão de juízos é um comprometimento gravíssimo», afirma.

«Um comprometimento gravíssimo porque o parâmetro de juízo se torna subjetivista ou do interesse de grupos, levando à mesquinhez e ao perigo destruidor da relativização que permite o caminho curto, de modo a atender o que é cômodo, fácil, vantajoso.»

Por isso –explica o arcebispo–, «é comum que os critérios sejam definidos de acordo com compreensões muito parciais e ancorados equívocos, antropológicos, éticos e culturais, nos entendimentos básicos».

De acordo com Dom Walmor de Azevedo, esta abordagem toca raízes da crise contemporânea.

«Pergunta-se a respeito destes princípios e os critérios deles decorrentes. Aí se pode fazer a detecção da raiz deste caos ético terrível que a sociedade contemporânea está enfrentando. Isto é muito grave porque atinge as instituições e seus funcionamentos», afirma.

Como saída para essa problemática, o arcebispo propõe o olhar do discípulo. «O critério do olhar do discípulo fixo no seu Senhor é uma questão de princípios. Por ser uma questão de princípios é determinante para esta compreensão e condução da vida», destaca.

Dom Walmor recorda que o Documento de Aparecida ensina que o discípulo de Cristo tem uma peculiaridade no seu olhar sobre a realidade.

«Esta peculiaridade é uma referência ética que está acima e é anterior ao simples desejo ou ao natural direito de liberdade do discípulo.»

Segundo o arcebispo, esta referência ética «é uma pessoa, Jesus Cristo, e se configura como a fonte inesgotável de princípios que balizam e pautam, em parâmetros e critérios, a vida dos seus discípulos e discípulas».

Dom Walmor considera que «o discernimento dos sinais dos tempos, indispensável para a compreensão dos rumos da sociedade, não se faz fora deste parâmetro».

«A tarefa de elaboração permanente e manutenção deste discernimento é uma tarefa hercúlea e exigente.»

O olhar do discípulo –explica o arcebispo–, «com sua dinâmica peculiar, o que vale a pena conhecer, na consideração da complexidade da realidade, é uma saída para a crise vivida hoje».




No responses yet

Faça seu comentário

Enviar para um amigo





Enviar para um amigo