25/10/2009

O cuidado com a língua

Alterar tamanho

boca-aberta-peqA Língua; esse pequeno órgão que fica bem instalado em nossas bocas e que se vangloria de grandes coisas; é com ela que nós podemos realizar muitas proezas.
Podemos falar muitas verdades e sustentar também, muitas mentiras.

Como é bom falar! Conversar com alguém. Expressar o que está no fundo d’alma.
Falar é muito simples e fácil, o que difícil e exige uma boa disciplina mesmo, é exercer a especial arte de ouvir.
Parece que todos estão querendo falar. Todos estão ansiosos para abrir o coração e compartilhar o que está dentro da sua alma.

Nesses tempos de globalização o ser humano está cada vez mais carente e necessitado.

 

E é exatamente por isso que a sua angústia aumenta; ele vai se sentindo uma peça quase que descartável, ele está perdendo os referenciais- valores morais, éticos e espirituais – ele, que sempre despertou interesse em todas as camadas da sociedade. E talvez por isso ele se ache no direito de falar, falar, falar.

 

Acontece que muitos nem percebem o quanto estão falando. Eles têm muita necessidade de ouvidos amigos para derramar a suas queixas, experiências, reclamações. E está tão ansioso para falar que não percebe que o ouvido amigo também tem necessidade de falar e nem sempre está pronto para ouvir.

 

Falar não é o problema; o que falar, como, quando e o que falar, eis a questão.

 

Tiago e Salomão, especialistas em falar nos coloca num universo de assuntos práticos da vida cristã e com clareza nos ensina como devemos nos portar em todo o tempo com a nossa língua.

 

A advertência inicial dada por Tiago para todos nós é que: “cada um esteja pronto para ouvir, e lento para falar…” Tg.1.19.

 

Ele destaca as duas características fundamentais da língua.

 

PRIMEIRA – O uso da língua para bendizer – Tg.3.9a

 

Se nós temos língua é para falar, pois a boca fechada traz inúmeras desvantagens.

 

A falta de comunicação, no lar, no trabalho, na escola, no dia a dia traz muitos prejuízos. Salomão nos mostra que as palavras escolhidas são remédios, e faladas no devido tempo, ‘quão boa é’.

 

Ele ainda destaca a maneira de se identificar uma mulher virtuosa. “Fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua.”´Prov.31.26

 

Paulo, em Efésios 4.29 nos diz: “Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem.”

 

Como é doce e agradável aos ouvidos a língua transmitindo compreensão, reconhecimento e graça. 

 

 

SEGUNDA – O uso da língua para amaldiçoar, destruir e derrubar.

 

O mau uso da língua pode separar amigos, destruir lares, criar processos de distúrbios psíquicos nos filhos, enfim, esse mau uso pode até trazer muitos outros males. Veja o que ele diz: Tiago 3.6 “

Assim também, a língua é um fogo ; é um mundo de iniqüidade.”

 

Como fogo ela queima. Tg. 3.6 – Como veneno é incontrolável e mortal – Por isso, o sábio Salomão ensina que às vezes, deixá-la quieta é uma boa idéia. “No muito falar não falta transgressão , mas o que modera os seus lábios é prudente.”

Prov. 10.19 E ainda no capítulo 17.28 ele mostra a importância de não se falar a esmo. “Até o insensato passará por sábio, se ficar quieto, e, se contiver a língua, parecerá que tem discernimento.”

 

A nossa tendência como seres humanos é de sempre apontar o lado negativo. E a língua é o instrumento que está sempre mais disponível para isso.

 

Reverter esse quadro cultural já consolidado no contexto humano, exige um conhecimento profundo das ações positivas e negativas que a língua pode causar. E, o passo seguinte é uma tomada de posição consciente e pontual da mudança do paradigma estabelecido.

 

E a preciosa ferramenta utilizada para atuar como instrumento de aprimorar o uso da língua sem dúvida que é a Bíblia Sagrada a Palavra de Deus.

 

Falhamos muito na utilização do uso da língua, porém, faz-se necessário esforçar-se para controlá-la. O próprio Tiago nos lembra isso: “ a língua, porém, ninguém consegue domar.” Tg. 3.8a

 

Não encontrando nada na vida de alguém para se comentar de agradável e positivo, é melhor que não se fale nada, que se cale, pois com a língua nos bendizemos o Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens; e por essa razão o apóstolo enfatiza: ” a fonte de água salgada não pode produzir água doce.” Tg.3.12

 

Comumente ouvimos pessoas falarem sobre a necessidade de se viver o evangelho, em detrimento de se falar. ” É melhor viver do que falar” argumentam muitos, todavia, Jesus nos ensina que temos que falar IDE E PREGAI, isto é, FALAR.

 

O apóstolo Tiago nos ensina que Deus nos deu dois ouvidos e uma boca apenas, quem sabe, ele pensou que melhor é ouvir do que falar. Como ele criou uma boca, é natural que falemos. Não podemos ficar omissos, quietos diante da necessidade de se falar alguma coisa. E essa fala deve ser condicionada às necessidades dos ouvintes. Uma fala para abençoar, para edificar.

 

Olhando a necessidade ao nosso redor, descobrimos que o povo precisa ouvir mensagens que tragam vida, e vida em abundância .Muitos estão falando e nem todas as falas trazem conforto, alívio, bem estar, alegria e paz.

 

O pedido de oração de Jesus – que deve constar em todas as reuniões de oração – foi para os discípulos ROGAREM ao Senhor da Seara, que mande mais obreiros para FALAR àqueles que nunca ouviram do Amor e do Perdão do Pai Eterno.

 

Se você é daqueles que falam muito, coloque a sua língua ao bom serviço da causa do mestre Jesus; falando o que abençoa a respeito dele – sua vida, morte e ressurreição. Se você fala pouco, não se omita no momento de FALAR sobre a boa causa que traz alegria e salvação aos que ouvem.

 

Façamos sempre a oração do rei Davi. “ Coloca, Senhor, uma guarda à minha boca; vigia a porta de meus lábios.” Sl.141.3




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