20/05/2009
Novo representante do Papa: ver migrantes com novos olhos
Novo representante do Papa: ver migrantes com novos olhos
Primeira intervenção pública de Dom Vegliò como presidente do Conselho Vaticano
O novo representante do Papa para a atenção dos migrantes manifestou, em sua primeira intervenção, o respeito, a admiração e a gratidão da Igreja a estas pessoas e pediu novos olhos aos migrantes e a quem os acolhe.
O arcebispo Antonio Maria Vegliò, presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, pronunciou neste domingo, 17 de maio, a homilia da missa que presidiu na basílica de São João de Latrão de Roma, por ocasião da XVIII Festa dos Povos, uma festa dos migrantes que se tornou típica em Roma.
O prelado pediu “que se acolha no íntimo de nosso coração a mensagem de Jesus: ‘Amai-vos uns aos outros como eu vos amei’”, segundo recolhe nesta quarta-feira a edição diária de L’Osservatore Romano.
“Cristo não tem preferências de nação, explicou Dom Vegliò, porque todos estão chamados a constituir um único povo de Deus.”
Por isso, tomou emprestada a máxima de João Paulo II: “Na Igreja de Deus, ninguém é estrangeiro”.
Dom Vegliò se comprometeu diante dos migrantes a fazer tudo o que for possível para que a comunidade eclesial os veja “com novos olhos, olhos diferentes” e deste modo outros também sigam seu exemplo.
Ao mesmo tempo, o prelado pediu aos migrantes que assumam “novos olhos” para “dar-vos conta de todas as pessoas que vos amam, de todas as oportunidades que vos são oferecidas para conseguir uma promoção na escala social e civil até sentir-vos cidadãos entre cidadãos e sobretudo irmãos entre irmãos”.
Pois bem, concluiu, “há Alguém que nos olha com os olhos de sempre, Cristo, o Senhor, que nos dirige seu olhar de benevolência, de alento e amizade”, concluiu.
A Santa Sé divulgou ontem a nomeação, por parte do Papa, de Dom Antonio Maria Vegliò, arcebispo titular de Eclano e até agora Secretário da Congregação para as Igrejas Orientais, como novo presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes.
Durante anos, serviu os papas como diplomata majoritariamente na África (Senegal, Guiné Bissau, Mali e Cabo Verde) e Oriente Médio (foi núncio no Líbano e Kuwait).
Fonte: Zenit

