04/06/2008
Meios de comunicação, instrumento para promover ecumenismo.
Meios de comunicação, instrumentos para promover ecumenismo e diálogo
Porta-voz explica o serviço que a mídia presta ao ministério de Bento XVI
Uma das prioridades de Bento XVI é a busca da unidade dos cristãos, e as instituições de meios de comunicação da Santa Sé estão para apoiar este objetivo, afirma o porta-voz vaticano.
O jesuíta Federico Lombardi, diretor da Sala de Informação vaticana, da Rádio Vaticano e do Centro Televisivo Vaticano, ilustrou nesta sexta-feira a ação destes instrumentos de comunicação da Igreja no Café da manhã de Líderes de Empresas Católicos, celebrado em Toronto.
Desde seu primeiro discurso na Capela Sistina, na manhã seguinte à sua eleição, disse, Bento XVI afirmou claramente que o ecumenismo (a busca da unidade com outras denominações cristãs) é uma das maiores prioridades de seu pontificado.
O porta-voz disse que a viagem do Papa em 2006 a Istambul, na qual se encontrou com o patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, foi o sinal mais evidente deste propósito ecumênico e a cobertura que a mídia vaticana ofereceu confirma isso.
O Pe. Lombardi indicou que todas as celebrações, inclusive o encontro entre o Papa e o patriarca, foram transmitidas mundialmente desde o Centro Televisivo Vaticano com comentários ao vivo em seis línguas diferentes.
Este é o exemplo perfeito de como nós podemos pôr as comunicações sociais ao serviço do ecumenismo, acrescentou, explicando que nos comentários participaram tanto católicos como ortodoxos.
Com relação ao diálogo ecumênico com o Patriarca Ortodoxo da Rússia, o Pe. Lombardi disse que apesar das dificuldades, há muitas relações a partir das quais podemos alimentar a esperança de que um dia chegaremos a um encontro do mais alto nível.
Compartilhou seu envolvimento na emissão de um documentário de uma hora sobre Bento XVI na televisão nacional da Rússia: Este documentário foi uma co-produção entre ortodoxos e católicos, e continha uma mensagem em russo pronunciada pelo próprio Papa para o povo russo.
O jesuíta compartilhou também um sinal positivo e entusiasmante de esperança procedente da relação do Vaticano com a China: o evento de 7 de maio no Vaticano, onde a Orquestra Filarmônica da China e o Coro da Ópera de Xangai ofereceram um concerto ao Papa, emitido pela televisão chinesa.
Não se pode ignorar que este evento, disse o porta-voz; além de seu significado cultural, representou um importante sinal de boa relação e amizade. A orquestra chinesa elegeu interpretar uma peça importante, ocidental e religiosa: o Réquiem de Mozart, assim como uma breve e bela canção popular chinesa; Flores de Jasmim.
Dias depois, um terremoto atingiu a China e o Papa manifestou publicamente sua dor. O embaixador chinês em Roma me disse que as palavras do Papa tiveram um amplo impacto em todo o país, revela o Pe. Lombardi. O Papa já não é um estranho para o povo chinês, mas uma grande personalidade rodeada de atenção e respeito.

