24/06/2008

JIBÓIA OU GIBÓIA ???

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JIBÓIA  OU  GIBÓIA ???

Há tempos penso em  elaborar uma apostilha sobre a História da Igreja, mas, desisti, porquanto esse trabalho, para ser bem feito, requer muita pesquisa, muitas consultas e  como não  tenho  disciplina  nessas coisas costumo cansar-me com trabalhos muito densos. Não desisti do projeto mas o executaria de  maneira sintética,  e ao recolher dados, ficaria com as anotações que me ajudassem a  compreender melhor a Igreja  Católica, amando-a melhor, conhecendo suas  fases mais importantes e as  figuras humanas que se envolveram em sua manutenção. Isso deveria   bastar, presumo !

De maneira enfática o que seria a Igreja? Porque se  convencionou chamá-la uma sociedade?  A Igreja seria mesmo uma “sociedade”? E o que é uma sociedade?  Consensualmente, a Igreja Católica é considerada uma sociedade. Isso se explica porque de maneira simples  as  sociedades – (grupo de pessoas) – ao se reunirem aceitam  viver sob normas , abraçando objetivos comuns. A reunião dos cristãos católicos tem essas características, elementos que a tipificam como uma  sociedade que  defendendo aspectos  éticos, morais e espirituais  querem facilitar para as pessoas perceberem a  salvação proposta pelo Criador.Desde a sua fundação a Igreja  em  sua longa história – constituída por  homens e mulheres – soma acertos, assim como em sua história aparecem alguns momentos difíceis. A  Igreja – hoje mais do que nunca -  tem nítida consciência disso: que em sua história existem momentos de sombra , como o foram alguns episódios ocorridos no século X e século XV. Exige-se que a Igreja seja a mediadora da Misericórdia de Deus! Isso nem sempre ocorreu com seus membros, infelizmente. Interessante, todavia, é notar que em seus períodos de sombra e desacertos, a Igreja, felizmente encontrou no seu próprio bojo, a força e o vigor necessários para prosseguir com seus objetivos. Ai estão os “santos”, pessoas emocionalmente equilibradas e espiritualmente crescidas que, como instrumentos de Deus, permitiram esses momentos de restauração, vigor, perdão , compreensão (santidade) ,  permitindo a seus membros que iluminados pela luz divina  que não é só a boa fé e o zelo  cândido , ingredientes para  defender a  religião a todo custo, que agradam a Deus. “Misericórdia é o que Eu quero e não sacrifícios”, ensina-nos o Criador. Fatos  como  os das  Cruzadas, a Inquisição, e a  Escravatura não seriam hoje repetidos. Isto implica reconhecer que não devemos julgar os fatos e sombras do passado, com os critérios de hoje. Devemos nos deslocar aquelas épocas conhecendo melhor os motivos daquelas reações. Desejo registrar o que Arlindo Ruper a esse respeito, enfatiza  em seu livro “A Igreja no Brasil” –  quando diz :“ se quisermos compreender a história , sentir a atitude dos homens das diversas épocas – (que para os homens de hoje parecem chocantes e paradoxais ) – necessitamos estudar  profundamente a mentalidade de cada época, os interesses envolvidos, o comportamento social e critérios  estipulados pela legislação vigente Isso vai permitir  entender alguns episódios históricos tais como a intolerância religiosa , a Inquisição, a diferença entre cristãos e não cristãos, a escravidão e outras – “Fazemos isso? Esse é o critério que utilizamos para julgar essas ocorrências? E aquele autor acrescenta que “nós homens do século XX somos prontos, ingênuos e incoerentes. Julgamos com severidade episódios passados que nos parecem monstruosos e calamos fenômenos mais recentes, que estão acontecendo perto de nós, os quais justificamos. . Muitos deles são mais  monstruosos e aterradores, mas porque apresentados sob o disfarce de intenções aparentemente legítimas – em nome de leis sociais e comportamentos sociais (com os quais muitas vezes nos identificamos) nos parecem razoáveis e os   aceitamos…Que pena!   Esse comportamento rançoso, essa atitude de  sistemático ataque – ao passado da Igreja,  ainda permanece na cabeça e no coração de muitas pessoas – que – desarticuladas com o espírito de compreensão e de perdão, vivem como  quem se acha um profundo conhecedor das coisas, um exímio conhecedor e torna-se  juiz  das situações e da evolução histórica,  quando às vezes, tem  dificuldade para coisas mais simples,  não sabendo se o vocábulo jibóia se escreve dessa maneira (com jota) ou  se escreve com (G), ou seja gibóia  E ai , como ficamos ?  Como não desejo julgar ninguém – finalizo,  partilhando com quem tem dúvidas: “jibóia” se escreve dessa maneira…

MARIO NOGUEIRA
Aliança da Comunidade Anuncia-Me




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Um comentário para “JIBÓIA OU GIBÓIA ???”

  1. Barretto em 04 jul 2008 as 12:02 am

    Obrigado! Até nisso voce é positivo. que lindeza. Grato Barretto

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