23/12/2009

Festas e Alcoolismo

Alterar tamanho

 

alcoolismo-infantil2O alcoolismo na infância é problema social que começa a chamar a atenção da sociedade. Embora se saiba que a influência dos amigos e colegas de escola é fator preponderante para a iniciação no consumo do álcool. Por outro lado, muitos pais ainda não se deram conta de que o comportamento familiar é capaz de despertar nas crianças o interesse pela bebida. Uma pesquisa realizada no Estado de São Paulo revelou que cerca de 50% dos estudantes entre 10 e 12 anos já fizeram uso desta droga dentro de casa.  Mais importante do que os números a família precisa estar atenta à forma em que a bebida alcoólica é apresentada às crianças e adolescentes. As festas de final de ano como Natal e Ano Novo são ocasiões de facilitação do uso da bebida, muitas vezes inconsciente por parte dos pais. O uso exagerado das bebidas em festas e comemorações dá as crianças a falsa idéia de que o uso de drogas traz alegria e felicidade. Você já notou que na maioria das famílias não se sabe comemorar as festa de natal, fim de ano, aniversários e fins de semana, sem que tenha alcool e muitas vezes em exagero?  A atitude dos pais é a melhor forma de educação que existe. Até por falta de conhecimento, os pais acreditam que o álcool não é droga e muitos desconhecem que a entrada principal para as drogas é justamente a bebida alcóolica. Muitos jovens costumam desenvolver o vício porque encontram dentro da própria família pessoas alcoólatras, que acabam servindo de exemplo para eles. Os filhos, quando crianças, registram em seu psiquismo todas as atitudes dos pais, tanto as boas quanto as más, manifestadas na intimidade do lar. Crescem, observando os adultos utilizando tranqüilizantes ao menor sinal de tensão ou nervosismo e, quase que imediatamente, presenciam os primeiros sinais de serenidade e equilíbrio exercidos pela ação do medicamento. Quando ouvem os pais se referirem a uma xícara de café para se sentirem estimulados ou a um cigarro para se sentirem mais calmos, essas cenas passam a existir, por muito tempo, em seus escaninhos mentais e, quando se defrontam com as primeiras dificuldades, inerentes a todo ser em evolução, buscam nas drogas a pretensa harmonia existencial.Quantas famílias desejariam que reinasse, nas pessoas a quem muito amam, a serenidade frente às crises que enfrentam na vida, e quantas gostariam que inexistissem hábitos autodestrutivos que, equivocadamente, adotam como suposta solução de seus problemas, causando dor e sofrimento a si mesmas e ao grupo familiar a que pertencem? As atitudes dos pais e a contradição, transparece, posto que muitos deles têm maneiras diversas de lidar com um filho. Alguns são totalmente contra o uso de quaisquer drogas, legalizadas ou não, mas a maioria considera socialmente aceitável o consumo de bebidas alcoólicas, o vício do cigarro, o uso de “energéticos”, etc.. Na verdade, as drogas não deveriam ser avaliadas, tendo por base a ilegalidade ou legalidade, mas pelos malefícios que elas acarretam à saúde. O consumo de drogas costuma iniciar-se pelas lícitas- álcool e tabaco – e em ambientes familiares: em casa, na escola, na igreja, em eventos familiares etc. Os adultos têm sempre “desculpas de ocasião” e formas de justificar esses comportamentos paradoxais. Contudo, com esse modelo de comportamento, inicia-se o processo da perda do valor humano e moral, estraga os relacionamentos na família, além de deixar as seqüelas de enfermidades, separações e morte. Ao celebrarmos o Natal e o fim de ano, a nossa alegria seja plena, consciente, amorosa com os entes queridos e não anestesiada, destrutiva pela ação do álcool. “Não vos embriagueis com vinho, que é fonte de devassidão, mas enchei-vos do Espírito” (Ef.5, 18). “ Ora as obras da carne são estas:…invejas, bebedeiras”….. não herdarão o reino de Deus” (Gal.5,21) “… a fim de que no tempo que lhe resta no corpo, já não viva segundo as paixões humanas, mas segundo a Vontade de Deus. Baste-vos que no tempo passado tenhais vivido segundo o capricho dos pagãos: luxuria, embriagues, bebedeiras….” (I Pe. 4,2-3).

 




No responses yet

Faça seu comentário

Enviar para um amigo





Enviar para um amigo