23/11/2007

Família – Sendo ” Pai “

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Tudo isso pode ser possível, quando nos propomos a aprender junto com os filhos.

Um casamento pode até acabar, as pessoas podem trocar de emprego, mas o filho é uma presença definitiva da vida dos pais.

A maioria dos pais decidem ter um filho porque:

- sentem que chegou o momento,

- outros para não ficar para mais tarde

- e a maioria dos casos, porque a mulher ficou gravida.

A decisão de ter um filho deve vir acompanhada da decisão de rever e questionar a própria vida e de se atualizar, sobretudo nas crenças e sentimentos.

Quando nasce um árvore, ela nada mais é que uma plantinha indefinida. Não sabemos se será um arbusto, um pinheiro ou frondosa; portanto, é preciso cuidar da terra, aguar, tirar as ervas daninhas e deixar a planta seguir seu caminho, com a certeza que ela irá encontra-lo.

Há maioria dos pais exigem que os filhos de sete ou oito anos de idade, compreendam coisas que eles não entenderam nem aos cinqüenta. Da mesma forma, existem filhos que exigem dos pais mudanças que eles mesmos não podem realizar.

Há tempo para tudo. Com perseverança e paciência cada coisa acontecerá no seu momento. Não se deve acelerar nem adiar… É necessário colaborar para que tudo aconteça no devido tempo.

Quanto maior for a compreensão do Plano de Deus, maior a capacidade de ser ver além dos fatos.

É assim com os seus filhos…. Assim, é com os seus pais.

Nenhum filho deve ser desculpas para nosso medo de enfrentar o mundo, nem para sede de poder ou para um compulsivo acumulo de bens materiais. Os filhos não podem ser motivos que ameaçam a liberdade dos pais.

Os filhos não existem para serem procurados como forma de realizar nossas frustrações, nem tampouco, porta-vozes de nossa omissão. Os filhos não podem trazer solução para nossa solidão.

Filhos devem buscar a ser aquilo que Deus quer, e nós pais guardiões dessas sementes que irão se desabrochando.

Quando uma pessoa viaja para o exterior, enfrenta desafios de adaptação no novo país: a língua, os costumes diferentes, os valores de outra cultura, as reações das pessoas, a descoberta de lugares interessantes, os meios de locomoção ,,,, etc.

O processo de adaptação ou integração de um recém-nascido com o mundo é semelhante.

Precisa aprender a adaptar-se a viver com normas, regras e valores que já estão estabelecidos e relacionamentos que já estão estruturados. E o pior, o recém-nascido vê-se cercado de “gigantes” que se comunicam emitindo sons estranhos e muito parecidos -(depois ele vai descobrir que se trata da língua)- Dependendo do que o recém-nascido faz, esses “gigantes” sorriem ou ficam bravos, e às vezes até gritam.

A própria criança tem reações que ela mesma precisa descobrir a aprender a lidar; as carências por exemplo, que cessam com a comida, carinho, sono ou colo. Ela se descobre como um mundo cheio de acontecimentos que às vezes têm lógica e outras não.

Percebe-se como um “mundo” que ela tem de compreender, pois não pode voltar ao seu país.




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