09/01/2009
Dom Geraldo Agnelo convida à conversão ao amor, ao perdão e à solidariedade
Dom Geraldo Agnelo convida à conversão ao amor, ao perdão e à solidariedade
«A felicidade que desejamos pelos votos de Ano Novo e a Paz tão sonhada só podem ser produto do amor», afirma o arcebispo de Salvador (Bahia).
Em uma mensagem enviada a Zenit essa quarta-feira, de repercussão da festividade da Epifania, o cardeal Geraldo Agnelo recorda que a celebração revela que «Deus veio ao mundo num corpo humano, para que os homens, mergulhados nas trevas de todas as maldades, não perdessem por ignorância o que só puderam alcançar e possuir pela graça».
«Ele não vem hoje para salvar o mundo dos desmandos dos projetos de globalização da economia que não demonstram preocupação pelo valor do trabalho humano com o suor de seu rosto, mas com o ganho do capital, continuando a deixar a maioria da humanidade sempre mais pobre e carente até do indispensável para sobreviver.»
Segundo o arcebispo, «só há uma equação para resolver os problemas do mundo, aquela que Jesus Cristo fez e ensinou com sua vida e sua palavra: morrer na cruz por amor».
«Isso aconteceu não por derrota infligida, mas por escolha pessoal contida no plano de Deus.»
«Desde a apresentação de Jesus no Templo, no oitavo dia do nascimento, Simeão e a profetiza Ana anunciaram que Ele viera e seria sinal de contradição para muitos que não o reconheceriam», destaca.
O cardeal Agnelo enfatiza que «Jesus ensina com autoridade». «A felicidade que desejamos pelos votos de Ano Novo e a Paz tão sonhada só podem ser produto do amor.»
Todos somos convocados e convidados à conversão ao amor, ao perdão para os que nos ofendem, a solidariedade sem condições para os semelhantes que mais sofrem e os mais necessitados.»
«Os magos, ao encontrarem o menino com Maria, sua mãe, prostraram-se e o adoraram. É a profissão de fé na divindade de um menino. Deus se faz presente e se manifesta na pequenez de uma criança», afirma.
Segundo o arcebispo de Salvador, a liturgia da festa da Epifania é um convite: «se Deus dignificou a fragilidade humana a ponto de assumi-la para, através dela, dar-se a conhecer ao mundo, à nenhuma pessoa humana pode ser negada a sua importância, o seu irrenunciável direito de viver com dignidade».
«As festas de fim de ano e de novo ano passaram. Não podem ser transformadas em cinzas. Aguardam nossa conversão», afirma Dom Geraldo Agnelonb moção humana», afirmou.FONTE ZENIT

