23/02/2010

Deus também está nos aeroportos

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Bento XVI: Deus também está nos aeroportos

Respeito à dignidade da pessoa, inclusive quando viaja

Muito mais que simples cruzamentos de caminhos, os aeroportos são hoje um espelho da sociedade multiétnica e multicultural, em que a dignidade da pessoa deve ser respeitada e na qual Deus não pode estar ausente.

Assim expressou o Papa Bento XVI ao receber em audiência, no sábado passado, os membros do ENAC (Ente Nazionale per l’Aviazione Civile) e do ENAV (Società Nazionale per l’Assistenza al Volo), em representação da equipe da aviação civil italiana, que comemorará, no dia 24 de fevereiro, o 90º aniversário da proclamação de Nossa Senhora de Loreto como sua padroeira.

O Papa sublinhou como a aviação transformou a mobilidade mundial, de forma que os céus se converteram em “rodovias da viabilidade moderna” e os aeroportos, em “cruzamentos privilegiados da aldeia global”, pelos quais “transitam milhões de pessoas”.

“O aeroporto de hoje parece cada vez mais um espelho do mundo e um ‘lugar’ de humanidade, onde se encontram pessoas de diversas nacionalidades, culturas e religiões”, afirmou o Papa, acrescentando que o avião também é atualmente “um instrumento insubstituível de evangelização para o Sucessor de Pedro”.

Neste sentido, instou a equipe dos aeroportos a recordar que, “em cada projeto e atividade, o primeiro capital a ser protegido e valorizado é a pessoa, em sua integridade”.

“O respeito destes princípios pode parecer particularmente complexo e difícil no contexto atual, por causa da crise econômica, que provoca efeitos problemáticos no setor da aviação civil, e pela ameaça do terrorismo internacional, que também tem como alvo o aeroportos e aviões para levar a cabo seus próprios projetos subversivos.”

Por outro lado, o Papa defendeu que, “também nesta situação, é oportuno jamais perder de vista que o respeito à primazia da pessoa e a atenção às suas necessidades não somente não tornam menos eficaz o serviço e não penalizam a gestão econômica, mas, ao contrário, representam importantes garantias de verdadeira eficiência e de autêntica qualidade”.

Neste espaço de encontro de peregrinos, turistas, prófugos, trabalhadores, doentes, famílias, que constitui o aeroporto, Deus “também está presente”, recordou o Papa, aludindo às capelas e capelães de que estão dotados muitos aeroportos do mundo.

“Esta presença recorda que cada pessoa tem uma dimensão transcendente, espiritual, e ajuda a reconhecer-se como uma só família, composta por sujeitos que não estão simplesmente juntos, mas que, colocando-se em relação com os demais e com Deus, levam a cabo uma solidariedade fraterna fundada na justiça e na paz”, concluiu o pontífice.

Fonte: Zenit




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