23/11/2007
Curados Para Amar – A família
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Deus sabia que para chegarmos a ser amor, precisaríamos de um lugar especial, onde fossemos recebidos com amor, onde pudéssemos receber muito amor, por muito tempo, onde pudéssemos receber e retribuir amor, trocar amor de forma livre, espontânea sem problemas. Esse lugar especial é a FAMÍLIA. Toda família é um “ninho de amor”.
Deus criou a família para esta finalidade: ser ninho de amor.
É na família que experimentamos receber, dar, trocar e amadurecer o amor. Pois todos formos criados para ser amor. Deus criou a família exatamente para estreitar as pessoas entre si, para que formem unidade, comunhão de amor, a fim de que todos se amem, todos dêem e recebam amor, e desta forma amadureçam e se tornem amor, pois todas as pessoas foram criadas para ser amor e só serão felizes se se realizarem no amor. Na família a coisa mais importante é o amor. O amor entre marido e mulher ( Efésios 5, 22-33)
O amor entre pais e filhos (Efésios 6, 1-2) . O amor entre irmãos. O amor entre familiares: avós, tios, primos, cunhados, genros, noras, sobrinhos e netos. Amar e ser amado é, sem duvida, o maior desejo do ser humano e, por isso mesmo, a maior fonte de frustração (I Jo. 4, 8).
AS FASES
Amar tem três fases em seu processo de aprendizagem:
- A primeira é da alienação, da falta de consciência, pensamos que já sabemos muito.
No amor, acreditamos que amamos muito, corretamente, que nos entregamos. Nem bem começamos, já nos consideramos mestres.
- A segunda fase é da aprendizagem, na qual percebemos que não sabemos nada ou quase nada. Passamos então a traçar um objetivo e queremos aprender o máximo possível. É a etapa da técnica, do treinamento metódico para atingir um determinado fim. No amor é necessário desenvolver um treinamento para viver com o outro, seja ele quem for, é um treinamento de diálogos, relações, etc.
- A terceira fase é a da sabedoria. Aqui já não existe o “EU”, mas o “NÓS”. Ë o tempo da comunhão, é a etapa que ultrapassa o individualismo.
Todos os seres humanos têm uma grande necessidade na vida: viver em estado de pleno amor
MEDO DE AMAR
O maior medo do homem é o de amar, que é tão grande quanto o medo de ser amado. Cada um de nós sabe que amar alguém pode causar a sensação de fragilidade e dependência; a presença do outro torna-se vital e a possibilidade de ser abandonado, a qualquer momento, fica tão ameaçadora que geralmente as pessoas optam pela saída mais fácil que é a de sabotar a possibilidade de viver um grande amor.
O medo de amar é uma praga, uma erva daninha, que corrompe o coração da maioria das pessoas que vive se queixando de solidão. Esse medo faz com que as pessoas arrumem desculpas e justificativas para explicar as suas inseguranças. Ele é parte da nossa vida. Negá-lo ou sair para respostas fáceis é o que menos resolve.
O melhor, sem dúvida, é estar atento para esse medo, dar um mergulho na própria vida e perceber que, no fundo, não importa quem seja o outro quando se está decidido a ficar sozinho, por medo de ser abandonado outra vez. É muito comum ouvir pessoas dizerem que sentem muito medo de ficar sozinhas no futuro.
Quem tem este receio, já está só, e enche toda sua vida de compromissos, trabalhos e relações superficiais e não tem consciência da própria solidão. Precisamos ter um ponto de equilíbrio na vida. Quantas vezes pensamos em convidar alguém para sair, ir a praia, conversar, e não fizemos temendo que seríamos rejeitados, sem ao menos ter tentado ? Quantas vezes nos apaixonamos, sem que o outro soubesse do nosso amor ? Quantas vezes abandonamos alguém, com medo de sermos abandonados ? Quantas vezes sofremos sozinhos, com medo de pedir ajuda ?
Quantas vezes nos afastamos de alguém, com medo de nos comprometer ?
Experiências dolorosas do passado provocam um medo absurdo de sofrimento. Devido a experiências de rejeição e de desqualificação na infância, reagimos perante as pessoas como se elas fossem senhores do bem e do mal, com poderes de nos fazer sofrer ou de nos fazer felizes.
Por falta de amor, compreensão e segurança, a criança pode desenvolver-se com um caráter inquieto, incapaz de dar felicidade a si mesma ou a quem quer que seja, envergonhando-se do amor que sente por alguém, da mesma maneira que se sentia inadequada em pedir, mais uma ao vez pai, que brincasse com ela, quando sabia que a resposta seria um NÃO. O medo de amar é uma realidade de nosso dia a dia pode-se manifestar cada vez que nos aproximamos do outro. Quando amamos não fazemos comparações. Não comparamos as pessoas, pensando que se algo fosse diferente nelas, elas seriam melhores.
Se Deus é amor, somos imagem deste amor. Para recuperar a plenitude deste amor é necessário buscarmos a “cura” dos traumas e a libertação dos medos impregnados desde nossa infância. buscarmos pela oração e exercício correto e sadio, a libertação dos “impedimentos” de amar, de se sentir amado.

