07/01/2009

Crédio imobiliário tende a ficar mais caro

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 Crédio imobiliário tende a ficar mais caro

 Quem comprou imóveis na planta e precisa completar o financiamento num banco pode deve enfrentar mais rigor e pagar juros mais altos.
 As duas torres de um condomínio na zona sul de São Paulo ficaram prontas há três meses. “Por volta de 80 moradores vão precisar financiar parte da dívida com um banco, e talvez metade deles tenham algum problema para conseguir um financiamento, em função da burocracia”, estima o diretor da incorporadora, Victor Domite Nicolau.
 A representante comercial Yvanize Souza comprou o apartamento na planta em 2005. Ela já pagou a parte da construtora e agora tenta um financiamento com um banco, mas não está sendo fácil. “Ainda não sabemos qual a taxa de juros final, mas acho que vou pagar mais do que se tivesse negociado antes”, ela diz.
 Números do Banco Central já são um indicativo da dificuldade para conseguir crédito imobiliário nos bancos privados. Em novembro, a queda no volume de empréstimos para o financiamento de imóveis foi de 27%, na comparação com outubro. Foram emprestados R$ 152 milhões em novembro, contra R$ 208 milhões no mês anterior.
 Desde setembro, quando começou a crise no sistema financeiro mundial, os juros ficaram mais altos e as exigências dos bancos, muito maiores.
 O sindicato da habitação de São Paulo aposta que a concorrência entre os bancos vai garantir o crédito para quem precisa financiar o imóvel. “Grande parte dos brancos estão buscando mais clientes ativamente. Se um banco exagera em sua análise crítica, os demais vão ganhar mercado e conseguir financiar as construções em andamento”, diz o presidente do Secovi-SP, João Crestana.
 A Federação Brasileira de Bancos e Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança afirmaram que não receberam nenhuma reclamação relacionada ao aumento de juros para financiamento de imóveis.




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