23/11/2007
Conversa De Homem Para Homen – Sexualidade
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Paulo de Tarso, era o fariseu convertido à fé cristã.
Teve sua primeira experiência de Jesus Cristo quando na viagem para Damasco, (Atos 9) com autorização para prender e dispersar os cristãos da Igreja nascente. Foi com ele pela primeira vez na história bíblica a valorização da virgindade acima do matrimonio.
Na Primeira Carta aos Coríntios, em que defende a supremacia da virgindade, alude precisamente a que resta pouco tempo para esse final, e este dado obriga a revitalizar as realidades humanas: “Uma coisa eu digo a vocês, irmãos: o tempo se tornou breve. De agora em diante, aqueles que tem esposa comportem-se como se não a tivesses; aqueles que choram, como se não chorassem; aqueles que se alegram, como se não se alegrassem; os que tiram partido deste mundo, como se não desfrutassem. Porque a aparência deste mundo é passageira” (I Cor. 7,29-31).
Tão passageira é a “aparência deste mundo” em relação à realidade absoluta do “outro mundo”, que todos os valores aparecem como que subvertidos. Portanto, é preciso trabalhar em vista da mudança que se aproxima: ter esposa ou não, ter riquezas ou não, gozar ou sofrer, pouca importância têm em face da nova situação que se aproxima.
O Novo Testamento segue a risca as normas da moral e santidade do homem na sexualidade. Assim é que Jesus , alude a crimes, adultérios, imoralidade, roubos, falso testemunho, calúnias a perdição do homem ( Mt.15,18-21). Notamos nas cartas as listas de pecado que impedem o homem de ser plenamente feliz: Dissolução, cobiça, embriaguez, comilanças, bebedeiras e idolatrias” (I Pd. 4,1-6) ; Fornicação, impureza, paixão, desejos maus e cobiça de possuir…” (Cl. 3,5-7); Nenhuma pessoa imoral …jamais terá herança no Reino de Deus” (Ef. 5,5).
Notamos a presença da palavra “fornicação”, tradução da palavra grega “porneia” .
Esta palavra nunca é explicada, e tem sentido muito amplo abarcando desde o adultério até qualquer ato sexual contrário à lei.
Na prática da Igreja, a palavra ficará reservada, com o tempo, às relações sexuais fora do matrimonio.
É preciso entender a sexualidade como plano de Amor de Deus ao homem e a mulher: “Então Deus disse: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança… Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher.” (Gn. 1, 26-27). Homem e mulher, como casal, são imagem e semelhança de Deus e são chamados em conjunto para dar a vida.
Tudo que Deus cria é bom, mas cria o homem e a mulher no sexto dia é diz que é muito bom. Deus os abençoou: “Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a…” (Gn. 1, 28).
O homem é chamado ao amor e ao dom de si mesmo na sua unidade corpórea-espiritual.
Portanto feminino e masculino são dons complementares, já que, a sexualidade humana é parte integrante da capacidade concreta de amor que Deus inscreveu no homem e na mulher.
A sexualidade influência no modo de se manifestar do homem, de se comunicar com os outros, de sentir , de expressar e de viver o amor humano.
No Antigo Testamento, a atividade sexual era parte importante da vida matrimonial.
Deus havia ordenado que o relacionamento sexual fosse realizado em lugar próprio e entre pessoas certas – parceiros conjugais. (Deut. 22, 20-21).
Os judeus levavam isto a sério: o homem recém-casado, estava livre das obrigações militares ou de negócios, durante um ano inteiro, de sorte que ele promovesse a “felicidade da mulher que tomou”. (Deut. 24,5). A única restrição era que, marido e esposa, não tivessem relações sexuais no período de menstruação. (Lev. 18,19)
No Novo Testamento houve desacordo na Igreja de Corinto com relação ao papel do sexo. Algumas pessoas achavam que a vida devia ser gozada na sua totalidade de modo que, fosse o que fosse que alguém desejasse fazer sexualmente, devia estar certo – incluindo o adultério, a prostituição e atos homossexuais.
Outros pensavam que o sexo era de certo modo mau e não se devia ter nenhuma relação física, nem mesmo com o esposo e com a esposa (I Cor. 5,1-5; 7, 1-6)
Paulo lembrou aos Coríntios que o adultério e o homossexualidade eram pecados e deviam ser evitados (ICor. 6, 9 -11) mas disse que os maridos e esposas deviam desfrutar juntos do Dom divino do sexo.
Paulo instruiu: ” O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também sua esposa ao seu marido… Não vos priveis um do outro, salvo talvez por consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e vos novamente vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência” (I Cor.7,3-5). Por isso, renunciar ao sexo dentro do casamento não é concebível senão à luz de um amor em sua máxima expressão. Só por um chamado de Deus e uma resposta generosa e incondicional de ambas as partes, pode-se privar um casal desta graça de Deus, e por breve tempo.
A sexualidade, constitui ponto de suma importância na espiritualidade do cristão.
Nas revistas pornográficas, nos filmes eróticos e nas conversas vulgares, desgraçadamente o sexo tem sido reduzido a um ato impuro.
Os que pensam assim e os que falam desta maneira demonstram que a única coisa que sabem, no que se refere ao sexo, é o que diz respeito à impureza.
Existe outro grupo que reduz o sexo a um ato somente de relação física de dois corpos.
Pensam que a sexualidade se reduz unicamente à união íntima de um homem com uma mulher: relação sexual. A sexualidade, no entanto, é muito mais rica que isto.
Não é impureza , nem se reduz a uma ação isolada e ocasional.
Toda forma diferente de pensar, amar, falar e conceber a vida de um homem ou de uma mulher está condicionada por sua sexualidade. Toda psicologia e o modo de relacionar-se com os demais, com o mundo e até consigo mesmo, tem sua raiz mais intensa e profunda no sexo.
O sexo, no se humano não é acidental, mas parte de sua própria natureza.
Viver a sexualidade, portanto, não é somente conveniente, mas totalmente necessário para a realização de qualquer ser humano. Desistir da sexualidade, é inverter o plano original da Deus e prejudicar-se desde o mais profundo de si mesmo.
O ser homem é um ser sexuado, embora a sexualidade não seja seu único constitutivo.
Se a abertura ao outro é percebida como única exigência sexual ela pode ser causa de sofrimento. O corpo humano, com sua masculinidade e feminilidade, não é somente fonte de fecundação e de procriação, mas encerra desde o princípio, a capacidade de exprimir o amor .
Todo livro “Cânticos dos Cânticos” fala sobre isto.
Qualquer forma de amor será sempre marcada por esta caracterização masculina ou feminina. que se tolera; uma desordem de nossa natureza, ferida pelo pecado original.
A sexualidade foi desejada e criada por Deus para assegurar a preservação da espécie, mas também – e é este um aspecto bastante esquecido – para ser sinal e expressão do amor.
A impureza é produzida unicamente pelo pecado. “Para os puros (pela fé) todas as coisas são puras”( Tt 1,15; Rm. 14,20). Neste sentido, a sexualidade está destinada a se tornar para um casal, fonte de aprimoramento, de complementação e alegria.
Podemos tomar como tarefa espiritual a leitura de Gálatas 5, 13 e Hebreus. 13,4.
Muitos homens não sabem o que significa o sexo para a esposa. No capítulo seguinte relatamos, sem esgotar o assunto, algumas dicas de reflexão.

