23/11/2007
Conversa De Homem Para Homen – Homem e Mulher
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Homem e mulher.
Dois seres incompletos em si mesmos, isto é, só se complementarão chegando à plenitude de sua personalidade, dando e recebendo o que lhes falta.
Cada um é metade do outro. Existe uma expressão popular que diz: “minha cara metade” referindo-se ao cônjuge, que expressa a profundidade desta realidade.
A Sagrada Escritura não é menos expressiva quando afirma: “já não são dois, mas um só” ( Mt. 19,5) . Deus nos fez assim: metade um do outro.
O matrimônio não se assemelha às gôndolas de Veneza, impulsionadas pelo trabalho de uma só pessoa. Não. Mas se assemelham a essas barcas que necessitam que duas pessoas remem juntas, sincronizando os esforços.
Quando somente um “rema” , seu esforço é em vão, cansa, desanima, desespera.
Se o matrimônio se assemelha a uma barca, que necessita de duas pessoas para remarem juntas, é indispensável, então, a colaboração dos dois: esposo e esposa, homem e mulher, para que se chegue ao final, e se chegue bem.
Não significa que cada um tem que ajudar com cinqüenta por cento, mas que cada um contribua com cem por cento.
Quando em um casamento, um se cansa e não rema, por mais esforços que o outro faça, nunca conseguirá avançar, mas começará a dar voltas até ficar “enjoado”, desesperado que o motivará a tirar também seu remo da água.
Quando isto ocorre, tudo está sendo preparado para o divórcio, já que um só deles suporta a carga. Destrói-se a essência do matrimônio.
Quando percebemos a história de José e Maria, na Bíblia, notamos que eles davam tudo quanto eram e tinham, para juntos entregarem-se na mesma patena ao Deus de Israel.
Ambos davam diariamente o SIM à Deus, e faziam parte do sonho de Deus para a humanidade.
José e Maria caminhavam juntos. Maria não estava completa senão ao lado de José.
Se Maria chegou a ser “bendita entre todas as mulheres” , foi porque Deus lhe concedeu e comunicou a superabundância de
Seus dons também através de José, seu esposo.
Ao contemplar a grandeza da obra divina em Maria, não estamos senão olhando como num espelho tudo o que o Espírito Santo lhe deu através do seu esposo.
José, por sua parte, se completou graças à presença de Maria.
Com esta visão, não saberíamos quem deu mais a quem. Não se trata de comparar ou competir, mas de compartilhar e completar.
Não existe nada mais prejudicial a um casal que separa-los como se fossem pratos de uma balança, que entra em uma competição de carismas e virtudes.
José e Maria, certamente não eram iguais. Tinham diferenças de temperamento, pensamentos, gostos. Precisamente nisso se apoiava suas riquezas.
Tudo o que um era ou tinha, estava a serviço do outro.
Homem, Deus te escolheu entre tantos para ser “José” na vida de sua “Maria”, diferentes e iguais, “remando” juntos em direção ao alvo.
Um matrimônio nunca deve ser a dois.
Deve ser a três: homem, mulher e Jesus.
Antes que um homem se comprometa a amar sua mulher, e ela ao seu esposo, é Jesus que se compromete com ambos.
Desposando-se com eles. Este amor derramado no coração do casal humano é o que os une um ao outro.
Por esse amor, o casal é um carisma: é o presente das bodas que o esposo celestial dá à sua esposa amada, a Igreja.
José e Maria viveram a fidelidade do amor do Senhor para com sua esposa: Igreja.
Amavam-se com o amor que recebiam de Deus.
José e Maria viveram como esposos, irmãos e amigos na fé.
Os esposos são canal de salvação e de santificação uma para o outro. Esta responsabilidade recai principalmente sobre o HOMEM, já que ele foi posto por Deus como cabeça do lar: “A cabeça de todo homem é o Senhor, e a cabeça da mulher é o homem” ( I Cor. 11,3).
Por cabeça, não devemos entender um papel autoritário, “mandão”, mas aquele que tem maior compromisso na vida de fé no lar. Esse cargo era principalmente de José.
Portanto ele não era nenhum “encostado” na família de Nazaré, seu lugar foi essencial e insubstituível : ser o primeiro responsável pela essência da vida de todos que ali viviam., já que havia sido posto como cabeça de Maria.
Por cabeça, não se deve ter, também, a imagem de um DITADOR que decide e pronto; e cujas ordens devem ser cumpridas por seus servos. Ao contrário, significa que está ao serviço dos demais.
Henrique Santos Filho
Fundador da Comunidade Anuncia-Me
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REFLEXÃO 1- Você, como homem, sente-se consciente da vocação para a qual Deus o chamou na sua família ? 2 – Está consciente que seu papel na sua família é insubstituível ? 3 – Você é para sua esposa: confiança, segurança e apoio ? 4 – Você pode sentir-se ‘o homem que ela precisa” ou deixa algo a desejar ? 5 – Você e sua esposa são amigos um do outro ? 6 – Além de esposos, são irmãos na fé ? ( Bom seria se isto fosse partilhado a dois.) |

