23/11/2007

Conversa De Homem Para Homen – As Razões Que Impedem à Liberdade Do Homem

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Voltemos à Canaã. 

Canaã no Velho Testamento, era o lugar onde Deus queria que o homem vivesse após sua libertação do cativeiro egípcio. Era o lugar onde o povo de Israel viveria pela fé e o Senhor cumpriria suas promessas. 

Para nosso tempo, Canaã significa um estado de vida. 

Significa o estado que Deus sonhou para nós, um estado de vida plena onde pudéssemos viver em plenitude a realização da vida. Muitas pessoas, principalmente o homem, vive num estado de “prisão”, acorrentados em traumas, medos, insatisfações, frustrações, derrotas e compensações, que os levam ao desânimo, ao abandono de si mesmo e dos seus. 

Assim, na sociedade de hoje vemos homens “morrendo” cada dia, preenchendo seus vazios no adultério, na bebida, em compensações, que nada mais são que, preencher um “buraco” com outro “buraco”, e o fim é a morte. 

As cinco razões já citadas no capítulo anterior, nos leva a refletir em cada uma delas no sentido de uma conversão interior e libertação. Vamos as razões:

1ª) COBIÇA- é a busca constante de satisfação pessoal. satisfação do próprio égo às custas de Deus ou de outrem. Cobiça é uma extrema preocupação com aquilo que nosso ego deseja. É fácil saber quando estamos dominados pela cobiça: quando desejamos satisfazer-nos às custas de outra pessoa ou até mesmo de Deus. Cobiça é o inverso do amor, pois este se doa, enquanto a cobiça, dá para receber. Vários exemplos poderíamos citar, vejamos: o maioria dos esposos, nos aniversário de casamento ou natalício das esposas, costuma dar de presente, utensílios domésticos (lava-louça / lava-roupa / batedeira / etc.) 

Há quase uma “lei” entre os homens que, pensando oferecer regalias às esposas, as coloca mais perto do trabalho, que no fundo satisfaz nosso ego. Os filhos costumam chamar nossa atenção para que, os presentes dados às mães, sejam coisas pessoais, como vestidos, sapatos, etc. Pode ser que algum homem, oferte à sua esposa um lindo vestido verde, porque ele gosta de vê-la de verde. Aqui a satisfação é do esposo, pois pode ser que a esposa “deteste” o verde e ame mais o preto. 

Outro exemplo, é quando cobramos da pessoa, dizendo-lhe: “me dediquei tanto tempo para você, te amei tanto e agora você me deixa”? O que se percebe é que, quem amou está cobrando: é um egoísta, pois quem ama, apenas ama, mesmo que perca.

Homens que usam de irresponsabilidade no uso do cartão de crédito, nas compras a prazo, acumulando dívidas que não podem pagar, prejudicando assim toda família, vive sob o domínio da cobiça. O esposo que procura só sua satisfação, seu prazer no sexo com a esposa, nada mais é que um egoísta, quer receber, embora também ofereça.

 

IDOLATRIA – Idolatria é um sistema de valores que criamos. Tudo que damos maior importância que a Deus, é idolatria. Ele é o criador, o resto é criação. Assim, idolatramos pessoas, lideres, pastores, sacerdotes, dinheiro, trabalho, função até na Igreja.

Idolatramos a popularidade, o prestígio, o poder. Idolatria portanto, é um outro pecado que nos impede de viver a plenitude da liberdade que Deus tem para nós.

 

IMORALIDADE: Imoralidade é todo tipo de pecado sexual. Pecado é sempre pecado, seja o nome que damos a ele. O que vemos hoje é que a imoralidade tornou-se “popular”. A promiscuidade sexual é aceita em toda parte, em todos setores da sociedade, menos na Palavra de Deus. Solteiros e casados, jovens ou velhos, todos acham-se dominados por desejos, apetites, paixões e tentações que causam sérios estragos em seu ser, impedindo-os de se tornarem como Deus deseja que sejam. 

Muitos homens conseguem desenvolver todo seu potencial em algumas áreas, mas acham-se limitados em outras devido ao pecado sexual. 

Os homens de Israel que praticaram a imoralidade morreram no deserto, e nunca chegaram a ver a terra prometida. Em nossos dias também muitos homens estão morrendo num “deserto” pessoal, atolados no lodo moral e perdendo as gloriosas bênçãos que Deus tem para eles. Numa propaganda oficial do governo nas emissoras de rádio, uma voz de um jovenzinho dizia assim: “Pai preciso levar um papo com você. Que foi filho, aconteceu algo ? – pergunta o pai, ao que o filho responde – “Não, mas eu não quero que aconteça nada de ruim com o senhor, a mamãe e comigo. Assim, se o senhor tiver que “ficar” com outra pessoas, use camisinha, tá ? Pôxa filho, eu não havia pensado nisso, obrigado pela dica” – diz o pai. 

O que vemos: um filho dando ao pai o conselho que, se for “ficar” com outra pessoa, ou seja, se for trair a mamãe, use camisinha. Agora é um filho que dá as dicas ao pai para preserva-lo de algo ruim, quando estiver em adultério. Significa que o pai pode ter outras mulheres que não seja a mamãe, o que importa é usar camisinha. Pai e filho comprarão juntos as camisinhas, um se lembrará do outro para evitar as doenças, não se levando em conta a “morte” pela imoralidade. Perdeu-se o respeito na família e a dignidade humana . Esse nunca foi o plano de Deus para o homem, nem naquele tempo nem no tempo presente.

 

PÔR O SENHOR A PROVA – Quando crucificaram Jesus, a multidão dizia-lhe que descesse da Cruz. Estavam pondo-o à prova.

Pôr o Senhor a prova, é querer que Ele faça algo contrário à Sua vontade, ou Seu caráter. Quem não é correto nos seus negócios e ainda cobra de Deus que o abençoe e lhe dê prosperidade, está pondo o Senhor à prova. 

Muitos homens vivem em promiscuidade, adultério, traições, perfeitamente conscientes que estão pecando, e não sabem porque suas vidas estão total fracasso, e reclamam que Deus não os olha, não “resolve” seus problemas. 

E, infelizmente, isto ocorre também, entre os cristãos, servos de linha de frente. Muitos querem gozar os benefícios do Senhor, Sua salvação, e vivem numa vida de promiscuidade. Tudo isso é pôr o Senhor a prova. Esse foi um dos pecados que impediram que os israelitas entrassem em Canaã, e continua hoje, impedindo que muitos homens, entrem nesse estado de vida, de verdadeira felicidade, pessoal, conjugal e familiar.

 

MURMURAÇÃO – Outra forma que impede nossa perfeita e possível liberdade nos planos de Deus é a murmuração.

Murmuração é uma “confissão negativa”. Queixar da vida, criticar os outros, achar erro em tudo (principalmente em casa) espalhar boatos, são formas de murmuração. Tiago no capítulo 3, 5b diz: “Considerai como uma pequena chama pode incendiar uma floresta”. A língua é assim. Basta uma pequena observação, um comentário crítico, para provocar um incêndio de ódio, inimizade e guerra. 

Há homens que murmuram contra o patrão ou contra a empresa onde trabalham, e depois não entendem por que não conseguem receber promoções. Existem até cristãos que murmuram contra o padre, a Igreja, e depois não entendem por que os filhos não se convertem, não gostam de ir à Igreja. Murmuram contra a Palavra de Deus e depois se queixam de sua fé ser improdutiva. Por isso, não entram em Canaã. Deus quer que os homens entrem em Canaã, um lugar de descanso, de bênçãos, de capacidade e autoridade. No entanto os homens ficam vagueando pelo “deserto”, definhando-se por causa do pecado, e por isso nunca chegam a ser exatamente o que Deus quer que sejam.

É uma pena que hoje em dia não falamos mais sobre pecado. Falamos sobre problemas. 

É mais conveniente chamar o pecado de problema, por que assim não precisamos tomar nenhuma providência pessoal. Se alguém tem problema os outros tem pena dele, ou adotam uma atitude compreensiva ou então ele procura ajuda de um médico ou psicólogo, e pronto. Mas se falarmos em pecado, aí temos de nos arrepender dele e abandona-lo. Não foi a toa que Freud quis acabar com esta palavra. De uma forma ou de outra, todos os nossos problemas são causados pelo pecado, portanto, para solucionar os problemas, precisamos de um Salvador. 

E foi por este motivo que Deus enviou Seu Filho Jesus Cristo ao mundo, para morrer pelos nossos pecados, e propiciar então, solução de nossos problemas.

Na maioria dos casos quem está em pecado, admite no máximo que está com problemas, ou que se trata de uma infelicidade. Se a pessoa for exortada a ter disciplina de vida, por certo vai protestar, vai reclamar. A tristeza segundo o mundo é a que sentimos ao saber que nosso pecado foi descoberto. A tristeza segundo Deus é a que sentimos por haver errado. E esta vem acompanhada do desejo de “remover” esse pecado de nossa vida.

 

Henrique Santos Filho

Fundador da Comunidade Anuncia-Me

REFLEXÃO

1- Posso atribuir a mim mesmo, como forma de infelicidade, uma ou mais, das razões acima?

2- Diante do exposto, sinto que sozinho não posso resolver “meus problemas”?

3- Sou uma pessoa que sabe compreender, elogiar ou só murmuro e reclamo?

4- Se minhas atitudes pessoais me impedem de ser feliz, quero dar passos para conseguir uma real felicidade ? Como posso iniciar este processo?




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