12/01/2009
Congresso das Famílias abordará crise financiera e divórcio
Congresso das Famílias abordará crise financiera e divórcio
Algumas novidades deste congresso convocado pelo Papa Bento XVI Um evento de «prioridade pastoral, análogo à Jornada Mundial da Juventude»: assim qualificou o Pe. Gianfranco Grieco, chefe do departamento do Conselho Pontifício para a Família, o VI Encontro Mundial das Famílias que será realizado na cidade do México de 14 a 18 de janeiro.
Durante um encontro com a imprensa na Sala de Imprensa da Santa Sé, realizado na sexta-feira, o sacerdote recordou que esta reunião eclesial foi querida e instituída pelo Papa João Paulo II assim como as Jornadas Mundiais da Juventude e reconheceu que, ainda que se mostrassem céticos diante de ambos os eventos, ao longo dos anos deram inumeráveis frutos de conversão e apostolado.
O cardeal Enio Antonelli, presidente do Conselho Pontifício para a Família, assegurou que temas como a crise financeira e as famílias que se encontram em dificuldade econômica, serão tratados neste congresso: «as associações são interlocutoras da política porque todas as intervenções têm um impacto sobre a vida da família».
Famílias irregulares
Ainda que alguns temas como o divórcio ou os filhos nascidos fora do casamento não fazem parte direta do programa do Congresso, serão abordados durante o evento devido a que «todos os temas estão unidos», disse o cardeal Antonelli. O purpurado assegurou que estes novos desafios para a família serão analisados em uma «ótica da educação». E declarou que a «Igreja tem uma atitude de proximidade e compreensão com relação aos casais irregulares, os divorciados». Ainda que os divorciados que voltaram a casar-se não possam receber a Eucaristia, que representa a plena comunhão com a Igreja, recordou que esta «não os exclui totalmente». Por isso, para quem se encontra em uma situação irregular, assegurou que «podem participar da missa e de todas as atividades da Igreja». Também analizarão alguns temas como a liberdade educativa, a conciliação dos tempos de trabalho com os da família e se fará um «reconhecimento ao trabalho doméstico» das mães de família, segundo disse o cardeal Antonelli.

