31/03/2009
Bento XVI pede a jovens que sejam agentes de paz no mundo
Bento XVI pede a jovens que sejam agentes de paz no mundo!
Recebeu em audiência os voluntários do Serviço Civil italiano
Os jovens estão chamados a ser construtores da paz no mundo mediante a rejeição da violência, e isso vale tanto para os cristãos como para os demais homens e mulheres de boa vontade. Assim afirmou o Papa ao receber em audiência os jovens voluntários do Serviço Civil italiano, no sábado 28, na sala Paulo VI.
Bento XVI quis propor aos jovens uma reflexão tomada da Constituição Pastoral Gaudium et spes, do Concílio Vaticano II, que no número 78 afirmava que a paz nunca se alcança duma vez para sempre, antes deve estar constantemente a ser edificada.
Naqueles momentos em que os países se iniciavam na corrida armamentista, a Igreja teve o valor de anunciar que este não era o caminho para a paz, explicou.
Os Padres Conciliares pediam novos caminhos para a paz partindo da reforma dos espíritos, para que possa ser eliminado este escândalo e ao mundo, livre da ansiedade que o oprime, possa ser restituída a verdadeira paz.
O Papa sublinhou aos jovens que hoje, como naquela época, a autêntica conversão dos corações representa o caminho justo, o único que pode conduzir cada um de nós e a humanidade inteira à paz desejada.
É o caminho indicado por Jesus: Ele – que é o Rei do universo – não veio para trazer a paz ao mundo com um exército, mas através da rejeição da violência.
Este caminho é válido não só para os cristãos, acrescentou, mas para muitos homens e mulheres de boa vontade, testemunhas valentes da força da não-violência. A esta categoria de agentes de paz pertenceis também vós, queridos jovens amigos, acrescentou.
O Papa pediu aos jovens que sejam sempre e em todas as partes instrumentos de paz, rejeitando com decisão o egoísmo e a injustiça, a indiferença e o ódio, para construir e difundir com paciência e perseverança a justiça, a igualdade, a liberdade, a reconciliação, a acolhida, o perdão em cada comunidade.
Neste sentido, destacou a importância de seu trabalho com os mais pobres, recordando sua mensagem da Jornada Mundial da Paz deste ano: combater a pobreza é construir a paz.
Muitos de vós – penso por exemplo em todos que trabalham com a Cáritas e em outras estruturas sociais – estão diariamente empenhados no serviço a pessoas com dificuldades. Mas em cada caso, na variedade dos âmbitos de vossas atividades, cada um, através desta experiência de voluntariado, pode reforçar sua própria sensibilidade social, conhecer mais de perto os problemas das pessoas e tornar-se promotor ativo de uma solidariedade concreta, afirmou.
Finalmente, recordou aos jovens o Evangelho de Jesus sobre a importância de perder a própria vida para ganhá-la: Nestas palavras há uma verdade não só cristã, mas universalmente humana: a vida é um mistério de amor, que mais nos pertence quanto mais a doamos.
Assim diz uma célebre oração atribuída a São Francisco de Assis, que começa assim: ‘Ó, Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz’; e termina com estas palavras: ‘Porque é dando que se recebe, perdoando que se é perdoado, morrendo que se vive para a vida eterna’. Queridos amigos, que esta seja sempre a lógica de vossa vida, concluiu o Papa.
Fonte: Zenit

