27/05/2009

A Sexualidade do Casal

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Ninguém nos conhece melhor do que o nosso cônjuge, pois, diariamente, este  acompanha o desenvolver de nossas capacidades e conhece as nossas limitações. Contudo, há desapontamentos dentro do convívio diários entre marido e mulher, e para evitar que pequenas brigas gerem grandes “tormentos” nos relacionamentos, os casais precisam entender que, além de suas diferenças, eles estão também em constante formação e crescimento.

Por natureza, homens e mulheres são diferentes na maneira de pensar e reagir. Não obstante, também o são naquilo que diz respeito ao comportamento sexual. Quando ocorre uma decepção, a convivência se torna dolorosa e o ressentimento poderá encontrar nesse terreno as condições ideais para corroer também os afetos e a atração mútua, provocando, a falta de interesse pela vida sexual. Não é difícil encontrar casais cujo motivo do desentendimento é a desarmonia no que diz respeito a sexualidade. A relação sexual entre marido e mulher traz um significado muito maior, o qual supera o prazer genital.

De maneira Divina, o sexo expressa para o outro tudo aquilo que as palavras não mais traduzem; robustecendo, ao mesmo tempo, o vínculo e o comprometimento, os quais fecundam a relação entre ambos. Nisso compreende o casamento, cujo vínculo une corpo, alma e espírito fazendo com que casais perseverem em seus votos de fidelidade. Essa sensação de realização do prazer sexual não se prende apenas a alguns momentos que sustentam o ato em si, mas se estende por dias a fio, nos quais o casal ainda alimenta, com gestos de carinho, aquele (a) que muito ama, resgatando atos de pessoas apaixonadas. Contudo, alguns maridos esperam que suas esposas estejam sempre prontas para o relacionamento e, mesmo mal-humorados ou pouco asseados, pensam que a esposa tem a “obrigação” de servi-los no momento em que bem entendem. Para esses homens, infelizmente, o desejo pelo sexo se limita a ocasiões em que estão somente na cama com a esposa, distantes do romantismo e do amor.

Ninguém pode forçar alguém a desejá-lo de maneira mais íntima, pois, a relação sexual não se limita apenas ao ato mecânico de movimentos, mas exige uma atenciosa preparação por parte dos cônjuges. Para que a intimidade sexual não esfrie a esposa precisa se sentir próxima do marido; no entanto, na vida conjugal ser próximo não significa estar perto. Estimular o desejo sexual não se faz com presentes caros, idas a motéis, filmes pornográficos, entre outras coisas, mas sim, permitindo que a esposa se sinta importante para o marido. Para isso, há a necessidade de fazê-la se sentir cuidada, merecedora da atenção de quem a ama. Se necessário for, expresse o contentamento com elogios, flores, torpedos, bilhetes apaixonados, prestando ajuda nos seus afazeres, etc.. Sem exercer pressão, a esposa, naturalmente, dará delicados sinais ao marido de modo que este perceba quando ela estiver pronta para viver esse tipo de intimidade.

Ninguém poderá adivinhar o que se passa com o outro se este não reivindicar as mudanças naquilo que parece ser incômodo. Somente por meio do diálogo os casais podem aprender com as diferenças do sexo oposto, de forma a crescerem juntos no conhecimento que desejam. Assumir as responsabilidades com o cônjuge sobre a situação a que chegou o relacionamento será o primeiro passo para resolver os problemas. Muitas vezes, haverá necessidade simplesmente de quebrar o silêncio nocivo da intolerância para dar chance ao entendimento. Omitir-se ou negar a oportunidade para o diálogo nunca será a melhor opção para evitar que o fogo do amor e do desejo se apague entre o casal.




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