21/01/2008

A Rotina

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Você já reparou que a cada dia vivemos numa terrível rotina? Levantamos da mesma maneira. Reclamamos dos mesmos problemas, cumprimentamos as pessoas da mesma forma, corrigimos os filhos com as mesmas palavras, andamos pelas mesmas ruas, ansiamos pelos mesmos desejos. Você já percebeu que não tiver nenhum compromisso, você deseja “riscar” o domingo à tarde do mapa? Domingos à tarde aumenta o índice de rotina gerando uma grande ansiedade desconfortável. Não sabemos o que fazer. A rotina engessa o prazer, tira a alegria de viver. Notamos que a industria do lazer, TV, cinema, Internet, moda, tenta de todas as formas romper com a rotina social, mas cada vez mais o ser humano está mais ansioso e entristecido. Muitos trabalham no mesmo ambiente e nunca surpreende seus colegas, não sorriem, não abraçam e nem cumprimentam de um modo diferente. Este comportamento afeta não apenas as relações, mas também o desempenho profissional. Vivemos numa era de informática, mas estamos nos robotizando. Nunca tivemos acesso a tantas informações, mas não sabemos o que fazer com elas. A criatividade está diminuindo. Os desafios geram medos, o novo causa pânico. Estamos nos tornando escravos. Raramente as pessoas saem da rotina. Já pensou em dar um caixa de bombom para o vigilante de sua empresa? de sua casa? Ao colega de serviços? Ao irmão do grupo ou da pastoral? Eles irão ficar surpresos, e nunca te esquecerão. Não podemos romper o individualismo sem liberar a criatividade afetiva. Note, muitos entram no elevador em vez de olhar para o rosto das pessoas, cumprimentá-las estabelecer um pequeno diálogo, fixam-se no número dos andares? Não sabem onde pões a cara, è muito duro passar estes segundos. Detestamos a solidão, mas fazemos tudo para cultiva-la. Muitos de nós não conhecemos os sonhos de nossos pais, filhos, amigos. Não conhecemos suas angustias, não conhecemos suas histórias. Estamos na rotina…só os valorizaremos quando os perdermos. Desejaremos conhece-los quando eles silenciarem…Surpreenda alguém hoje. Surpreenda você mesmo. Supere da rotina. Libere sua criatividade. Uma grande multidão seguia Jesus e maior ainda era os problemas que carregavam. Cada pessoa tinha algo que gostaria que fosse resolvido. A certa altura Jesus parou fixou o olhar como se fixasse algo extraordinário. Apenas olhou, não disse nada e todos ficaram em profundo silencio, perplexos. Ninguém entendia seu gesto, de repente Ele falou: “Olhe, vejam”! Ver o que? E Ele disse: “Que lírios encantadores…. são mais esplendorosos que as roupas do rei Salomão..” Esta passagem nos mostra que Jesus queria mostrar a todos, o “novo”, chamar-lhes a atenção para o belo no meio da rotina diária, pois nela muitos estavam preocupados com os problemas, com tantos compromissos que desacreditavam de si mesmo, pois perderam a criatividade no meio da escravidão da rotina.




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